Mais programas, menos impacto? O paradoxo do crescimento dos ESOs em Cabo Verde
Excesso de iniciativas, pouca articulação e o risco de um ecossistema que otimiza atividade, não resultados Nos últimos cinco anos, Cabo Verde construiu uma paisagem que, à primeira vista, parece típica de um ecossistema em aceleração: mais programas, mais hubs, mais calls, mais eventos, mais “comunidade”. Há incubação no horizonte do TechPark, programas nacionais como o BOOST.CV, concursos e iniciativas públicas de estímulo ao empreendedorismo, além de plataformas que mapeiam startups e organizações de apoio. A pergunta que interessa a investidores, decisores e empreendedores, no entanto, é menos fotogénica: este aumento de ESOs (Entrepreneurial Support Organizations) está a gerar mais empresas escaláveis ou apenas mais atividade institucional? A tese deste artigo é direta e defensável com evidência pública: o ecossistema cresceu em número de iniciativas, mas não cresceu com a mesma força em coordenação, especialização por estágio e métricas comuns de impacto . O resultado...